Com o objetivo de preparar as singulares Uniodontos do estado de São Paulo para os desafios e mudanças nas áreas de mercado, tecnologia e sustentabilidade do negócio, entre outros que afetam a saúde das cooperativas odontológicas, a Federação Paulista das Uniodontos está conduzindo a elaboração de um Planejamento Estratégico a ser aplicado a todas as Uniodontos do estado.

Clique e confira a entrevista com o Diretor Presidente da Uniodonto Paulista, Dr. Luiz Eduardo Zaccharias, sobre o tema.

– Como surgiu a ideia de produzir o Planejamento Estratégico compreendendo o período até 2030?

O Planejamento Estratégico referente ao período 2020-2030 está sendo cuidadosamente construído pelas Uniodontos do Estado de São Paulo sob a coordenação da Federação Paulista. A ideia surgiu numa reunião de diretoria e foi levada para análise e aprovação do Conselho de Administração da Federação. Em seguida, convidamos as Singulares para apresentar a ideia e o que pretendíamos, pois, as decisões no Cooperativismo passam por processo democrático e colegiado. Devido à grande aceitação de todos, demos início ao nosso planejamento interno para coordenação do projeto.

– Houve participação/ ou apoio de pessoas externas à Uniodonto?

Não houve até o momento, mas teremos que buscar ajuda em várias frentes. Em cada uma das reuniões que faremos com as Uniodontos para discussão dos pilares ou temas que nortearão o Planejamento, levaremos um professor ou técnico que abordará o tema para prepará-los com conhecimento técnico/científico para a construção do Planejamento e tomada de decisões. Na Convenção Paulista que acontecerá nos dias 28, 29 e 30 de novembro já implantaremos essa dinâmica.

– Tem previsão para que ele seja finalizado?

Ainda não. As Uniodontos do Estado de São Paulo definirão o cronograma de construção e implantação do Planejamento na nossa próxima reunião.

– Como a Uniodonto espera estar no ano de 2030, nos diversos aspectos que compreendem o Planejamento Estratégico?

É importante frisar que estamos construindo o Planejamento das Uniodontos do Estado de São Paulo e que em algum momento também afetará as outras Uniodontos de fora do nosso Estado, pois foram definidos cinco pilares que nortearão o planejamento. São eles: Mercado, Cooperado, Uniodonto Singular, Beneficiário e o Sistema Uniodonto. Nosso objetivo maior é a Sustentabilidade do nosso Negócio, e é impossível falar de Sustentabilidade sem pensar em Market Share, investimentos em tecnologia ou Melhoria da Qualidade Assistencial. Tenho a ambição de preparar as Uniodontos para enfrentar os desafios e as mudanças que estão acontecendo numa velocidade muito maior que há alguns anos atrás.

– Quais são possíveis entraves para isso?

Posso citar vários: recursos financeiros, demora para tomar decisões, política, características regionais diferentes, falta de participação e etc.

– Quais atitudes estão sendo tomadas desde já pela cooperativa para atingir os objetivos do planejamento?

Na primeira reunião que fizemos para discutir o tema com as Uniodontos do Estado de São Paulo, percebemos que elas estão maduras o suficiente para entender que daqui pra frente a mudança não é somente um capricho, mas uma necessidade. A Federação Paulista também fará o seu planejamento como Operadora. Na parte Institucional, estamos trabalhando principalmente na aderência das Singulares ao projeto, e também para que mantenham a motivação para concluírem e implantarem as ações definidas no planejamento. Estamos empenhados na perenidade das Cooperativas.

– Em termos de quantidade de vidas/beneficiários, qual a perspectiva de evolução da cooperativa para a próxima década?

A quantidade de vidas/beneficiários faz parte do Planejamento, mas antes de termos uma conclusão sobre o número de vidas, teremos que ter definições de: público-alvo, produto, governança e, principalmente, como sermos competitivos.

– Por que a decisão de elaborar um planejamento estratégico com esse alcance temporal?

Em junho desse ano, por meio do Sescoop, tivemos a oportunidade de conhecer algumas empresas de tecnologia e inovação na área da saúde que estão no Vale do Silício, nos Estados Unidos, e foi impossível não perceber a quantidade e a velocidade das mudanças que estão acontecendo na Assistência à Saúde naquele país. Para nossa surpresa, vários concorrentes nossos estiveram lá antes de nós para adquirirem conhecimento e experiências nesses assuntos, e, ao voltar, notamos que eles já iniciaram seus processos de mudança.

O ano de 2030 foi escolhido de forma proposital porque:

  1. queremos provocar uma reflexão nos envolvidos;
  2. as Cooperativas, de modo geral, demoram a tomar decisões, e, se continuarem dessa forma, pode ser que não estejam vivas em 2030;
  3. se as mudanças que precisamos forem classificadas por prazo de implantação, temos as de curto, as de médio e as de longo prazo.

 

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