Por Dra. Jacqueline O. Estevan
A busca por qualidade na prestação dos serviços em saúde é uma realidade e uma necessidade cada dia mais presente nas organizações. Mas como definir qualidade?

A qualidade em saúde é definida pela OMS como “o grau de conformidade com os princípios e práticas aceitas, o grau de adequação às necessidades dos pacientes e os resultados alcançados” (OMS, 2008). Segundo um levantamento em 23 países realizados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD), o Health Care Quality Indicators, as dimensões mais usadas por estes países são: Segurança, Cuidado Centrado no Paciente, Efetividade, Eficiência, Acessibilidade, Equidade.

A OMS define segurança do paciente como: “a redução do risco de danos desnecessários durante os processos assistenciais e uso de boas práticas para alcançar os melhores resultados para o cuidado de saúde”. Diversos estudos alertam sobre a elevada frequência e gravidade dos danos causados pela assistência à saúde. Esse movimento foi impulsionado pela Organização mundial da saúde (OMS) que em 2004 lançou a “Aliança mundial pela Segurança do paciente” e em 2013, pela Portaria nº 529 do Ministério da Saúde com o objetivo geral de contribuir para a qualificação do cuidado em saúde, em todos os estabelecimentos de Saúde do território nacional, quer públicos ou privados. Cria-se então o Programa Nacional de Segurança do Paciente, através da RDC nº 36, determinando a criação nos Núcleos de Segurança do Paciente (NSP).

Quando se fala em segurança do paciente no âmbito odontológico, a primeira coisa que se vem à mente é a biossegurança. Porém, eventos adversos são frequentes, subnotificados e preocupantes nos consultórios odontológicos. Mundialmente as principais intercorrências odontológicas são predominantes na disciplina de cirurgia, onde acidentes, falhas em prescrições, lesões nervosas, entre outros, impactam negativamente nos desfechos clínicos e consequentemente na qualidade de vida das pessoas.

A Uniodonto Campinas ciente de seu papel de liderança em cuidados em saúde e tendo como prioridade absoluta a qualidade na prestação de serviços odontológicos seguros e eficientes a todos os seus beneficiários, vem através do seu NSP disseminar a Cultura de Segurança a todos os envolvidos. O Núcleo tem em sua formação uma equipe multiprofissional, pertencentes a diversas áreas da Operadora que se reúnem regularmente para análise e monitoramento de possíveis riscos que possam atingir em maior ou menor grau a prestação do serviço.

A metodologia de trabalho é baseada no mapeamento e padronização dos processos, na implementação de protocolos clínicos baseados em conhecimento científico, na medição e monitoramento de indicadores, avaliando a eficácia e efetividade dos processos, apresentando oportunidades de melhorias contínuas. A preocupação é a detecção preventiva, evitando custos com o retrabalho, minimizando a ocorrência de erros e contribuindo para a confiabilidade no sistema.

O Núcleo de Segurança do Paciente da Uniodonto Campinas adaptou os protocolos de segurança do paciente da OMS, para a realidade do atendimento ambulatorial do serviço de urgência 24h.

Nas práticas diárias são observados 7 protocolos de Segurança, a saber:

  • Identificação correta do paciente
  • Comunicação entre os profissionais
  • Segurança na prescrição, no uso e na administração de medicamentos
  • Assegurar cirurgia em local de intervenção, procedimento e paciente corretos
  • Higienização das mãos para evitar infecções
  • Reduzir o risco de queda
  • Prevenir úlceras bucais durante manobras clínicas

O documento expressa a relevância que a segurança do paciente possui na organização, através da definição de prioridades, na implementação de práticas de segurança, na gestão de riscos e redesenho de processos, conectando a liderança e os profissionais na disseminação da Cultura de Segurança.

Dra. Jacqueline O. Estevan* é Coordenadora de Qualidade da Uniodonto Campinas